Rildo

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

A lebre careca e a girafa banguela

Era uma lebre careca.. nascera com o espírito do mal, utilizando a vingança e a prepotência como armas e a estupidez como escudo, não produzia frutos do bem, seus pulos de menina servem para pisar nos seres da bondade, e nunca consegue acertar os alvos que constroem o progresso.
Essa lebre despelada e ridícula, parece uma assombração em noites de fogueira, seu chiado é desafinado e melancólico, causando tristeza e desarmonia no mundo do bem. Essa danada nem para correr presta, pois qualquer outro ser consegue passar a sua frente e deixá-la parada na estrada da vida, não tem sonhos, nem esperanças... apenas sede de construir  a discórdia e a desumanização no mundo, tenho medo dela, pois quando quer, mata a esperança de seus semelhantes.
Tinha também uma girafa, que parecia usar uma dentadura para roer seus pseudos inimigos, os quais não conseguia vencer quando o tema era a construção da bondade, Ela era infeliz e sorria descaradamente para outra girafa macho, para ela seria um sorriso de pirraça, mas parecia sorriso de inveja e insinuações de desejo pelo outro. Essa girafa até poderia ser parente de outros animais, pois não tinha identidade e nem postura definida, inclusive seus costumes e fazeres lembrava os mesmos da lebre careca.
Tanto a lebre quanto a girafa, não fazem nada que se possa colher, pois as sementes malignas que plantam nem chegam a nascer. O ódio, a inveja, a podridão de seus pensamentos não nutrem nada, apenas servem de alimento para suas mesas sujas de sangue de gente que semeia o bem, e as vezes colhem frutos de seus pomares contaminados pelo mal.
Pelo menos, pode-se esperar que seus planos da maldade serão breves, não vingarão mais do que o suficiente para acordar todos de um pesadelo desastroso. E suas promessas perdidas, ficarão esquecidas no tempo para se reconstruir uma nova esperança.

Rildo

terça-feira, 10 de outubro de 2017

Toinho Funga: O pequeno GRANDE Homem

Antonio Oliveira Rios, conhecido por TOINHO FUNGA viveu e vive sua vida na simplicidade, Ele está muito doente, tem mal de Alzheimer há 10 anos. Sua história é pequena, sua família é pequena, seus bens materiais são minúsculos e muitos de seus amigos já se foram, alguns que restam não o podem visitar nem tampouco conversar e reviver o passado. Para Toinho, tudo se apagou, as memórias, a realidade é algo aparentemente deletado de sua vida e sua estrutura corporal não suporta mais o cansaço de seus 77 anos.
A MÚSICA, era seu maior amor, com ela construiu sua vida e alimentou a sua família. Era inteligente, apesar das dificuldades que o mundo lhe proporcionou. Consertava bicicleta, tinha as mãos sujas de graxa e ferrugem, além da roupa rasgada, seu chapéu de palha e seu chinelo ou sapato furado pelo tempo, mas é humano desumanizado pelos invejosos e algozes esfomeados. 
Foi professor de música, não sabia muito, mas ensinou os primeiros passos musicais a muita gente ingrata, hipócrita e devoradoras da humildade alheia. Tem gente por aí que tem uma birra barriguda contra Ele, mas eu entendo é a estupidez humana, aliás "desumana"! 
Ele é meu pai, sou um filho ingrato, egoísta e que não posso fazer o que fez ou faria por mim pois tenho outro caminho a seguir, a vida nos mostra a cada dia que somos impotentes, carentes de amor e olhamos apenas para o nosso mundo, esquecendo o mundo de todos que nos cerca. Alguns de seus alunos, aprenderam um pouco com seus ensinamentos, outros nem tanto... simplesmente se acham os discípulos superiores da incoerência humana, faz parte, o importante que beberam na fonte harmoniosa da sabedoria e ousadia.
Tinha momentos de euforia, não aceitava ser pisado, massacrado e humilhado por seus genéricos de décima categoria. Xingava, brigava e ensinava ao mesmo tempo! Ele era danado, dotado de conhecimento geminado dentro de sua particularidade e vida simples,  cheia de sementes plantadas para o bem.... uma pena que tinha sementes daninhas que contaminam o bem que a vida oferece, e envenenam os sonhos da gente.

Por, Rildo Rios
seu filho...

domingo, 8 de outubro de 2017

Pé de Serra pede o quê?



Pé de Serra pede amor,
Ou Pé de Amor?
Pede guerra,
Vive em Pé de Guerra?
Pé de Serra quem conduz!
Pede luz? 
Pede bondade,
Ou Pé de maldade,
Dos soldados do mal?
Pé de Serra pede 
Esperança, ou pede bonança?
Pede alívio das dores...
Pé de horrores?
Pé de Serra, pede paz
Pede tudo,
Pé do Bem,
Pé de sonhos?
Pede sonhos 
Que não vêm...



Rildo Rios

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

O menino e o outro menino








O pão me foi levado
Ainda me resta o trigo
Ao usurparem meu sonho
Em Deus eu tenho abrigo
Vou plantar a esperança
Pra colher a gratidão
Vou regar com muita paz
Para não viver em vão
E a fonte que dá a vida
Aos corações de alegria
Vejo sempre o alimento
Que colherei um dia
E se na hora da colheita
Eu estiver a viajar
Restará a outra pessoa
Para a vida renovar
Mas se estiver aqui
Ou em outo lugar do bem
Estarei esperando o novo
Pois o velho já não vem
Quem deixou de alimentar
Eu e o menino chorão
É aquele outro menino
Com a alma de ladrão
Pois roubou a confiança
De quem só quer o bom
Castiga com seus algozes
Quem nunca sai do tom


domingo, 1 de outubro de 2017

Meu Pão















Se nos tiram o nosso pão...
os homens que se dizem educados
o menino professor do mal
e seus algozes aloprados
teus seguidores escravos
das migalhas do pão roubado
tem seus sonhos de ilusão
e seu sangue é devorado
suas promessas perdidas
na estrada da hipocrisia
sua palavra sem valor
só traz é melancolia
devolvam o nosso pão!
gatos e ratos enfomeados
tiram o alimento da gente
para alimentar seus gados
e aqueles que se diziam
defensores da justiça
estão junto como meninos
se nutrindo de carniça
pedimos  paz e esperança
alimento e um abrigo
pois se nos tiram o pão
Deus nos dá é o trigo..


Rildo Rios

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Os Soldados do Mal

Em qualquer reinado que tenha  desejo de manter a ordem e a proteção do seu reino e supostamente de seu povo, é preciso que se tenha um exército com comandantes que saibam conduzir os seus soldados, a proteger e defender o seu rei, enfrentando batalhas e conflitos, para se manter vivo na grande batalha da sobrevivência do reinado e do seu súditos. É preciso que o batalhão se mantenha com seus  soldados treinados, capacitados e determinados a defender os propósitos do rei, que com a ideia falsa de proteger o povo, quando na verdade o que querem é proteger o poder do soberano, utilizando na maioria das vezes a vingança e a estupidez para usufruírem também de mordomias, sugando o sangue bondoso do povo e perseguindo seus possíveis adversários, se tornando assim os soldados do mal, de um reinado que tem o mal como herança genética.
Os soldados do mal, não possuem dignidade, são dominados pelo ódio, inveja, estupidez, insensatez, prepotência e acima de tudo tem a fúria devastadora dos sonhos de gente do bem. Eles matam sem dó e sem piedade os anseios e a esperança de um povo, faz de seus desejos pessoais e banais combustíveis potenciais para promoção da discórdia e da tristeza alheia. E não adianta esperar algo diferente, pois eles pararam no tempo da evolução digna e humana, são guardadores e executores dos planos malignos encrustados no DNA de sua raça sub-humana e desumana, que almeja o poder simplesmente para promover o mal, mesmo que para isso desobedeça as ordens do Rei e sutilmente destrua a soberania que um reinado promissor deveria possuir.
Dessa forma, o reinado será derrotado pelo seus próprios soldados e seus comandantes, o Rei não poderá construir nada novo e bom para seu povo, não causará nenhuma esperança para os menos favorecidos, e seu reinado será um caos, com destruição de muitas coisas construídas às custas de muita luta de gente que pensa mais um pouco no bem comum de seu povo.
Os soldados do mal, são raivosos, vingadores, malfeitores e assassinos dos sonhos dos soldados do bem.



sexta-feira, 14 de abril de 2017

Política do bem


 A política está em nosso cotidiano como o oxigênio está no ar que respiramos, ela é essencial para o desenvolvimento humano de um lugar e das pessoas. É um caminho difícil de trilhar, pois são muitos os obstáculos e problemas cruciais que precisam – se enfrentar com coragem e determinação.
É difícil se fazer uma política do bem, quando os operadores do processo político andam na contramão do ciclo evolutivo da raça humana, talvez sejam as dificuldades de algumas pessoas entenderem que o mundo gira em torno de todos, e que centralizar os interesses ao seu redor, com individualismo e egoísmo possa colocar pedras no caminho da boa política do bem, e não se consiga evoluir na construção de um mundo melhor e mais justo. É uma questão de comportamento moral e ético, de quem se propõe a participar dos movimentos políticos, é essencial respeito, honestidade, altruísmo e acima de tudo visão da prática do bem comum ao seu povo.
É uma missão difícil pensar no bem comum, pois é natural do ser humano carregar o egoísmo consigo, e em muitos casos como disse Raul Seixas [...] “ evita um aperto de mão de um possível aliado”[...], e talvez muitos aliados ocultos poderiam cooperar para o desenvolvimento de ações que promovam o crescimento de um lugar, de uma nação.
A política do bem só poderá ser feita por gente do bem, e para gente que pensa no bem de todos, parece utopia, mas é preciso sonhar e acreditar na mudança e na evolução humana das pessoas, e trilhar um caminho novo sem ostentar superioridade e se auto definir líder ou salvador da pátria, a construção de novos caminhos precisa ser democrática, ouvir os colaboradores e o povo, para assim quem sabe se conquistar uma liderança sem maquiagem e sem demagogia, pois sozinho, sem humildade e respeito não se consegue chegar muito longe ao destino, ficando perdido à beira do caminho.

Então, vamos planejar e projetar dias melhores para um futuro diferente, consertando os erros e fortalecendo os acertos, refletindo os passos errados do passado, e fazendo algo novo no presente para ter – se um pressuposto necessário, na construção quem sabe de uma nova história, com novas ideias, novos projetos para um mundo um pouco melhor, olhando firme as pessoas, em especial os injustiçados, esquecidos, discriminados e excluídos da sociedade sem ao menos serem ouvidos, por quem promete fazer milagres impossíveis, às custas dos sonhos de um povo sofrido e oprimido, pelas injustiças históricas que assolam a humanidade.

Por: Rildo Rios

terça-feira, 11 de abril de 2017

Valeu a pena?

Valer a pena, é quando existe um sentimento de missão cumprida, agradecimentos e reconhecimento pelo bem que se faz.


Em janeiro de 2009, aceitei uma missão de trabalhar em outra área desconhecida até então pela minha experiência de professor do ensino fundamental na minha amada cidade de Pé de Serra. Foi um começo difícil, era preciso adaptação e vontade de corresponder as expectativas de quem confiou no meu humilde trabalho. Passei momentos difíceis e pensei em desistir muitas vezes por não entender e não ser entendido pelas imperfeições humanas que nos cercam, e nos fazem sofrer as vezes injustamente.
Aprendi e exerci muitas atribuições referentes à administração pública durante 8 anos, muitos projetos, documentos, audiências, reuniões, viagens e acima de tudo muita vontade de trabalhar um pouco pelo desenvolvimento de minha cidade. Sei que trabalhei, apesar que os frutos desse trabalho foram vinculados ou degustados por quem apenas mandou plantar, gente que não sabia nem mesmo caminhar sozinho no mundo da gerência administrativa de um setor, de um lugar e que fazia questão de ser os pais as mães e os donos de tudo que não fizeram.
Valeu a pena? não sei, pode ser que sim pode ser que não, talvez o tempo e as voltas que essa vida dá, mostrem ou não o sentido verdadeiro dos projetos realizados. Muitos podem achar que seja exibição de minha parte, ou então pensarem que eu seja prepotente em externar a verdade, portanto a minha consciência é tranquila ao saber que o que se fez foi com a maior vontade política para o bem comum da população. Erros... foram muitos tentando acertar, e os acertos poderão ser vistos através de obras concretas  na vida das pessoas e projetos importantes para o desenvolvimento humano dos indivíduos.
Existe aqueles e aquelas que plantam o bem com muito trabalho e dedicação, outros apenas colhem os frutos plantados esquecendo- se dos semeadores, pois para esses colhedores os frutos são moedas de troca pelo domínio do poder,e ainda existem aqueles que vendem os frutos, ostentam os poderes podres a mercê de frutos plantados com muito trabalho, humildade e dignidade. O que querem é a chegada de um novo momento para que os semeadores semeiem novamente as sementes do bem, e eles como sempre colham e usufruam daquilo que nem sabem como plantar.
E uma nova plantação necessita de um terreno novo, bem cuidado e com uma capacidade de receber novas sementes e produzir novos frutos que alimentem com dignidade e esperança um povo sofrido, e as vezes privado de saber quem realmente plantou para alimentar os sonhos e a esperança de dias e dias sempre melhores para todos, e assim valer a pena plantar, colher e saborear os frutos dessa terra e de um novo tempo que sempre virá para todos.

Rildo Rios

sexta-feira, 7 de abril de 2017

O tempo, o bem e o mal

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É incrível como alguns políticos de cidades pequenas no Brasil, se sentem supra poderosos e desatentos às necessidades da população, que tem obrigação de cuidar e promover o bem-estar sem olhar as diferenças diversas. Se sentem acima da Lei, acima da capacidade de ser humano e de respeitar os direitos alheios.
Até parece que esse tipo de indivíduo é imortal e vai perpetuar no poder. Engano! Se tem uma coisa que não podemos mudar é o tempo, ele é certeiro, fatal e às vezes justo. Não adianta muito brigar com ele, é perca de tempo parar o tempo, e isso nos faz refletir sobre a missão de cada um nesse planeta imenso para muitos, mas minúsculos para todo o universo.
Esses políticos hipócritas, inimigos do bem comum, não durarão mais do que o cumprimento do mal que os mesmos se propuseram a fazer ao seu povo e a seu lugar. A chegada ao poder com certeza foi condicionada a muitos compromissos e promessas, que se tivesse uma investigação correta, se descobriria delitos a se cumprir no decorrer do tempo que esses sanguessugas ficarão no poder. A realidade é outra, os olhos da justiça são cada dia mais precisos, e seu poder de visão silenciosa, pode surpreender os ímprobos e seus soldados do mal – o tempo dará a resposta –, pode acreditar.
O povo é usado e ao mesmo tempo serve de instrumento usual dos poderosos em benefício da promoção do mal. Olhando sempre para “seu umbigo”, esquece de exteriorizar a visão humana e digna de outras pessoas que não merecem sofrer as barbáries estúpidas dessa gente que não produzirá bem algum, nem que tivessem todo o tempo do mundo.
Vamos acreditar no tempo... ele e suas armadilhas poderão prender os usurpadores e os estúpidos, tirando os mesmos da convivência diária de gente do bem.


Rildo Rios

Páscoa em Pé de Serra: Fé, Alegria e Magia

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Foto: Rildo Rios - Páscoa 2013
Vem aí a Tradicional Semana Santa em Pé de Serra, uma festa com várias manifestações culturais, religiosas e além de tudo reúne cerca de 10 mil pessoas entre pedeserrenses e pessoasde todo o Estado da Bahia, e quem sabe de outros estados do brasilA páscoa no contexto religioso, é uma festa cristã que celebra a ressurreição de Jesus Cristo, no entanto em Pé de Serra é realizada a procissão de subida ao cruzeiro que fica na Serra do Leão na Sexta-Feira Santa. Nesse período acontece uma Missa na Igreja Matriz, onde fiéis lotam a Igreja de Bom Jesus para professar a sua fé.Durante toda sexta-feira várias pessoas da cidade e visitantes, sobem em direção ao Cruzeiro (uma cruz na Serra do Leão) para pagar promessas, fazer oração ou então contemplar as belezas naturais do município, onde de cima da serra tem - se uma visão maravilhosa de toda a cidade.O Clube da Natureza Pedeserrense (CCNP), ONG de proteção ao meio ambiente, faz um trabalho de educação ambiental e organização sa área de subida na Serra, e controla o fluxo de pessoas durante a sexta - feira.No sábado de Aleluia é realizada a Lavagem de Judas, que se estima ter aproximadamente 100 anos de história, e que esse ano será animada pela Orquestra Muvuca, onde o cortejo reúne aproximadamente 7.000 pessoas no trajeto de aproximadamente duas horas com as irreverentes caretas, fantasias diversificadas e como o Bloco das Piriguetes. Chegando a noite é chegado o momento da despedida do Judas com a leitura de seu Testamento feito em Literatura de Cordel, onde faz - se brincadeiras com os moradores da cidade, onde os bens pertencentes à Judas são distribuídos em formato de humor. Logo em seguida a queima do boneco de Judas, que sempre é mérito da família do Saudoso Antonio Fogueteiro, demonstrando a sua arte e paixão pela festa, o que atrai a atenção de todas as pessoas presentes no evento. Em 2013 a Rádio Câmara dos Deputados, realizou uma pesquisa e descobriu que no Brasil a Pascoa de Pé de Serra é a festa mais importante para a data, e entrevistou Rildo Rios. Segue o link da entrevista: http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/radio/materias/FEIJOADA-COMPLETA/438779-BRASIL-DE-PONTA-A-PONTA-A-TRADICIONAL-FESTA-DA-QUEIMA-DE-JUDAS-DA-CIDADE-BAIANA-DE-PE-DE-SERRA---BLOCO-4.htmlPra fechar com chave de ouro, esse ano será realizada a festa dançante Palco Tony Magno,e que nesse ano teremos a musicalidade da Banda Chicana, além de Galeguino SPA, Farra e Sofrência.

Por Rildo Rios

terça-feira, 4 de abril de 2017

Brejo e Bebedouro: Uma possível solução

Foto Robson Silva

É muito importante uma cidade resgatar e preservar a sua história, como o caso polêmico em torno do Brejo e do Bebedouro que fica na área da Serra do Leão em Pé de Serra. Muitos projetos já foram pensados – como o exemplo do “Projeto Pé Verde”, idealizado pelo nativista ambiental Robson Rodrigues do Club


e dos Contempladores da Natureza Pedeserrense.
O assunto é de interesse público, e requer uma discussão muito ampla para se chegar a um caminho que vise em primeiro lugar regularizar a área, para assim se pensar em intervenção de um projeto que tenha o objetivo de tornar toda a área em um espaço de resgate, preservação e atividades de lazer, cultura e entretenimento para a população. Vale ressaltar que é um processo trabalhoso e que requer em especial vontade política para dar o primeiro passo da resolução dos vários problemas que surgem com o abandono do lugar onde historicamente surgiu o município de Pé de Serra.
Brejo atualmente. Foto: Robson Silva
Uma sugestão possível, seria um estudo topográfico da área, e a elaboração de plantas arquitetônicas de situação e de localização, para assim identificar os terrenos com proprietários e negociar através de permutas e trocas por outros terrenos que pertencem ao município, assim podem - se evitar conflitos e começar o processo de regularização. Uma audiência pública pode ser proposta para se discuti com a sociedade as sugestões e as soluções possíveis de serem aplicadas para implantação de um projeto de impacto ambiental, social e de preservação de toda a área que envolve a Serra do Leão.
A união do Poder Público Municipal, através do gabinete do Prefeito, Câmara de Vereadores, Procuradoria do Município, Diretoria do Meio Ambiente, CCNP (Clube dos Contempladores a natureza Pedeserrense) e demais organizações interessadas poderá encontrar quem sabe uma solução para a vários problemas que acontecem na área em questão, onde atualmente se vê degradação ambiental com baias de cavalos em torno, esgotos despejados dentro do brejo e bebedouro, além de visível entupimento dos mesmos para exploração imobiliária.
A população precisa de respostas, e ela é essencial na construção de um projeto urgente e eficaz na área em discussão, e o Poder Público Municipal já se omitiu demais para ficar inerte diante da situação atual
Rildo Rios

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Gestão pública e competências

Resumo do site http://gestaopublica.net/blog/o-que-e-gestao-publica/ ,esclarece que Gestão pública é o termo que designa um campo de conhecimento (ou que integra um campo de conhecimento) e de trabalho relacionados às organizações cuja missão seja de interesse público ou afete este. Abrange áreas como Recursos Humanos, Finanças Públicas e Políticas Públicas, entre outras.
Pois bem, nos atentemos para as palavras: conhecimento, trabalho e organização; percebe-se que é necessário caminhar focado neste contexto. Em 1º lugar conhecimento é o pilar central de uma base sólida e essencial para o desenvolvimento de ações, projetos e programas para implementar em uma gestão que vise realmente o bem comum, é ele que nos dá pressupostos para encontrar soluções efetivas e eficientes no combate das desigualdades sociais e econômicas. Conhecer a aplicação dos recursos públicos que tenha como retorno, o melhoramento dos índices de saúde, educação e bem estar social de uma população, em especial municípios localizados no nordeste brasileiro, e em nosso caso no sofrido semi - árido da Bahia. Fala- se em conhecimento técnico e gerencial, para administrar com responsabilidade e eficiência.
Em segundo lugar o Trabalho... não se produz nada sem muito esforço e trabalho contínuo de toda a equipe que compõe uma gestão pública, no mundo atual os cargos por " conveniências" não se adaptam às necessidades exigidas pelas novas ferramentas governamentais, é necessário ter "competências", em especial  habilidades que envolvem tecnologia da informação, e nesse quesito a função ou cargo ocupado por indivíduos precisa ter condições e dar valor ao trabalho, possuir ou adquirir  conhecimento específico para produzir resultados positivos em prol da população em geral. É preciso ser "competentes" no trabalho, entender que sem ele não avançamos e que deixar passar o tempo sem se mover, criar, desenvolver e executar ações firmes, para mudar a sociedade sempre para melhor, através do trabalho sério.
O terceiro ponto é que nos desperta sempre quando cita - se a palavra organização, é um instrumento importantíssimo em nossas vidas, é com ele que nos mantemos em equilíbrio financeiro e econômico; uma pena que esse quesito não é para todos, é necessário buscar as ferramentas necessárias para organizar uma gestão pública, utilizar os mecanismos da informação e em especial a formação de pessoas para organizar a si e também os seus setores, os quais foram escolhidos para trabalhar e aplicar o conhecimento em conexão direta com o que foi planejado, e focar nas metas que foram traçadas em busca de uma Gestão Pública que tenha conhecedores de suas responsabilidades, que seja baseada nos trabalho coletivo de todos os seus colaboradores, e por fim, que seja organizada para assim, enfrentar os desafios que atingem empresas públicas e privadas, nesse momento de crise política e econômica que passa o nosso imenso país.

Rildo Rios

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Política e Poder Econômico

Segundo definição da Wikipédia, nos regimes democráticos, a ciência política é a atividade dos cidadãos que se ocupam dos assuntos públicos com seu voto ou com sua militância, e uma conceituação moderna, política é a ciência moral normativa do governo da sociedade civil.
Na concepção de convivência diária, percebe - se que a política atual está ligada diretamente com o poder econômico, quem tem dinheiro é pressuposto indispensável para se chegar a um cargo eletivo com sucesso, além do mais, em muitos casos os próprios eleitores condicionam o voto à uma vantagem pessoal e individual, é possível que essas características por parte de muitos eleitores contribuam para a construção de maus administradores, e leve a comunidade para quem sabe um caos administrativo sem perspectiva coletiva para o futuro da população.
Muitos políticos chegam ao poder simplesmente pela herança histórica de sua linhagem, ou quem sabe apoiados pela mesma, há indicações que a política é vista por muitos como um jogo, e para entrar em campo tem que "entrar no jogo", e jogar de acordo o interesse do dono do time.
Apesar de aparentemente vivermos em uma democracia, são notórios os aspectos da monarquia infiltrada na mesma. A exemplo de famílias inteiras estarem na política num ciclo contínuo, e que mudar isso se torna uma ameaça para os donos do poder, chegando a ser um campo minado para gente que não tem tradição na política, e como já se sabe, num campo minado os desprevenidos explodem junto com as bombas e serão esquecidos, e em muitos casos injustiçados pela elite monárquica que controla o poder no lugar.
Além do mais, há indicadores que a política atual é a arte de enfrentar os interesses individuais, e esses interesses servem para manter o domínio dos mais fortes sobre os mais fracos, e controlar através de favores a liberdade política de muita gente que infelizmente  é escravo desse sistema.
Se libertar talvez seja importante, mesmo que para isso sejamos passíveis de perseguições e sofrimentos, porém é importante cortar o cordão umbilical que des (unem) amigos e familiares, pois o causadores dessa "desunião" poderão está juntos em qualquer esquina para sustentar seus podres poderes. E quem é pequeno no mundo da velha e atual política, sempre passará apuros, sempre sofrerá em silêncio e pagará caro se não entrar no jogo.
Então, é melhor ficar fora desse jogo sujo e tentar simplesmente ser parte da arquibancada, sem manifestar sua opinião sob pena de julgamentos estúpidos de quem só quer lhe usar como degrau para chegar ao topo, e depois esquecer de tudo que foi feito, para que os grandes continuem sempre olhando a gente lá de cima, com desprezo e arrogância, pois o poder econômico compra até a liberdade de muitos que podiam mudar um pouco o modo de se fazer uma política mais eficiente e mais plural, nesse mundo cada vez mais singularizado pelos interesses dos donos do poder.

Rildo Rios

domingo, 12 de fevereiro de 2017

Minha velha e nova partida

No dia 07 de abril de 1994, partiria eu cheio de sonhos, para a cidade de Américo Brasiliense no Estado de São Paulo. Lá já se encontravam alguns amigos e colegas concluintes da turma do 3º ano magistério do ano de 1993.
Naquele tempo, muitos da turma já conseguiram emprego na prefeitura, usando é claro o critério da força do voto e da conveniência, fato! Mas vejo isso hoje com normalidade, afinal essa prática sempre vai existir.
Foram 6 anos morando fora, outros amigos, outros lugares outros sonhos... mas a minha terra não saia do meu sonho maior – eu queria voltar-, e voltei no ano de 2000 com muita vontade de fazer alguma coisa por mim e por minha terra natal, e em especial voltar a tocar na nossa querida e infinita Lira 6 de Agosto e viver na cidade com minha família e amigos, até então vivo, mas sem muita esperança, novamente parece que preciso de uma nova partida, se voltarei só Deus sabe.
Ainda sou preso por conta de meus pais que estão velhos e doentes, e que precisa mais do que nunca de minha ajuda. Sinto que estou sendo egoísta, mas é preciso, afinal o filho do filho deles precisa também de mim e voltarei sempre para acompanhar e ajudar na medida do possível. Quanto a Filarmônica, hoje tem pessoas talvez melhores do que eu para cuidar e preservar a sua história.

A vida é assim, cheia de idas e vindas. E nessa perspectiva é que caminho para ir e depois quem sabe para voltar, pois o tempo dará resposta a tudo, e alguns de meus sonhos podem ter sido destruídos, entretanto tenho novos sonhos para sonhar e nova vida para acreditar. E eu vou ter sempre a esperança que o meu lugar é onde eu quiser, mas o meu verdadeiro torrão natal um dia eu irei retornar.

Rildo Rios

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Manteiga Derretida




Quando criança, eu tinha um apelido que odiava. Quando passava e gritavam as duas palavras, era como sofrer uma ofensa sem tamanho, então, aí eu começava a chorar muito, saía correndo até chegar em casa e continuar chorando de raiva e tristeza.
Com o tempo, as pirraças foram enfraquecendo e se acabaram, acredito que foi uma fase de transição de faixa etária, quando eu e meus colegas entramos no mundo da adolescência. E desde então não passeI mais por aquelas brincadeiras e pirraças que doía na alma. Hoje, considerando um pouco de minha personalidade e comportamento, entendo que a apelido tinha tudo a ver comigo, talvez não sei, seja porque tenho a sensibilidade emocional muito forte, pode até parecer fraqueza e falta de coragem... mas sou assim.
Sinto quando choro ou me emociono, que deixo transbordar através de emoções o verdadeiro sentido de ser “verdadeiro”, natural e acima de tudo sensível com o que vivo e vejo ao meu redor. Apesar de muitos serem durões, corajosos, insensíveis, estúpidos e até rirem de minhas lágrimas, vejo o mundo humano e fraterno para todos.
Oh Manteiga Derretida! Minha nossa! Por que eles me chamam assim, se lá em casa nem manteiga tinha para passar no pão? Como já disse, hoje mais do que nunca entendo o motivo, e ainda me sinto realmente como uma manteiga derretida, mas depois de derretidos, Eu e Manteiga podemos nos tornar sólidos novamente, e ser ingredientes saborosos nos alimentos da vida humana.

Rildo Rios
 Rildo Rios