Rildo

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Política do bem


 A política está em nosso cotidiano como o oxigênio está no ar que respiramos, ela é essencial para o desenvolvimento humano de um lugar e das pessoas. É um caminho difícil de trilhar, pois são muitos os obstáculos e problemas cruciais que precisam – se enfrentar com coragem e determinação.
É difícil se fazer uma política do bem, quando os operadores do processo político andam na contramão do ciclo evolutivo da raça humana, talvez sejam as dificuldades de algumas pessoas entenderem que o mundo gira em torno de todos, e que centralizar os interesses ao seu redor, com individualismo e egoísmo possa colocar pedras no caminho da boa política do bem, e não se consiga evoluir na construção de um mundo melhor e mais justo. É uma questão de comportamento moral e ético, de quem se propõe a participar dos movimentos políticos, é essencial respeito, honestidade, altruísmo e acima de tudo visão da prática do bem comum ao seu povo.
É uma missão difícil pensar no bem comum, pois é natural do ser humano carregar o egoísmo consigo, e em muitos casos como disse Raul Seixas [...] “ evita um aperto de mão de um possível aliado”[...], e talvez muitos aliados ocultos poderiam cooperar para o desenvolvimento de ações que promovam o crescimento de um lugar, de uma nação.
A política do bem só poderá ser feita por gente do bem, e para gente que pensa no bem de todos, parece utopia, mas é preciso sonhar e acreditar na mudança e na evolução humana das pessoas, e trilhar um caminho novo sem ostentar superioridade e se auto definir líder ou salvador da pátria, a construção de novos caminhos precisa ser democrática, ouvir os colaboradores e o povo, para assim quem sabe se conquistar uma liderança sem maquiagem e sem demagogia, pois sozinho, sem humildade e respeito não se consegue chegar muito longe ao destino, ficando perdido à beira do caminho.

Então, vamos planejar e projetar dias melhores para um futuro diferente, consertando os erros e fortalecendo os acertos, refletindo os passos errados do passado, e fazendo algo novo no presente para ter – se um pressuposto necessário, na construção quem sabe de uma nova história, com novas ideias, novos projetos para um mundo um pouco melhor, olhando firme as pessoas, em especial os injustiçados, esquecidos, discriminados e excluídos da sociedade sem ao menos serem ouvidos, por quem promete fazer milagres impossíveis, às custas dos sonhos de um povo sofrido e oprimido, pelas injustiças históricas que assolam a humanidade.

Por: Rildo Rios

terça-feira, 11 de abril de 2017

Valeu a pena?

Valer a pena, é quando existe um sentimento de missão cumprida, agradecimentos e reconhecimento pelo bem que se faz.


Em janeiro de 2009, aceitei uma missão de trabalhar em outra área desconhecida até então pela minha experiência de professor do ensino fundamental na minha amada cidade de Pé de Serra. Foi um começo difícil, era preciso adaptação e vontade de corresponder as expectativas de quem confiou no meu humilde trabalho. Passei momentos difíceis e pensei em desistir muitas vezes por não entender e não ser entendido pelas imperfeições humanas que nos cercam, e nos fazem sofrer as vezes injustamente.
Aprendi e exerci muitas atribuições referentes à administração pública durante 8 anos, muitos projetos, documentos, audiências, reuniões, viagens e acima de tudo muita vontade de trabalhar um pouco pelo desenvolvimento de minha cidade. Sei que trabalhei, apesar que os frutos desse trabalho foram vinculados ou degustados por quem apenas mandou plantar, gente que não sabia nem mesmo caminhar sozinho no mundo da gerência administrativa de um setor, de um lugar e que fazia questão de ser os pais as mães e os donos de tudo que não fizeram.
Valeu a pena? não sei, pode ser que sim pode ser que não, talvez o tempo e as voltas que essa vida dá, mostrem ou não o sentido verdadeiro dos projetos realizados. Muitos podem achar que seja exibição de minha parte, ou então pensarem que eu seja prepotente em externar a verdade, portanto a minha consciência é tranquila ao saber que o que se fez foi com a maior vontade política para o bem comum da população. Erros... foram muitos tentando acertar, e os acertos poderão ser vistos através de obras concretas  na vida das pessoas e projetos importantes para o desenvolvimento humano dos indivíduos.
Existe aqueles e aquelas que plantam o bem com muito trabalho e dedicação, outros apenas colhem os frutos plantados esquecendo- se dos semeadores, pois para esses colhedores os frutos são moedas de troca pelo domínio do poder,e ainda existem aqueles que vendem os frutos, ostentam os poderes podres a mercê de frutos plantados com muito trabalho, humildade e dignidade. O que querem é a chegada de um novo momento para que os semeadores semeiem novamente as sementes do bem, e eles como sempre colham e usufruam daquilo que nem sabem como plantar.
E uma nova plantação necessita de um terreno novo, bem cuidado e com uma capacidade de receber novas sementes e produzir novos frutos que alimentem com dignidade e esperança um povo sofrido, e as vezes privado de saber quem realmente plantou para alimentar os sonhos e a esperança de dias e dias sempre melhores para todos, e assim valer a pena plantar, colher e saborear os frutos dessa terra e de um novo tempo que sempre virá para todos.

Rildo Rios

sexta-feira, 7 de abril de 2017

Páscoa em Pé de Serra: Fé, Alegria e Magia

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Foto: Rildo Rios - Páscoa 2013
Vem aí a Tradicional Semana Santa em Pé de Serra, uma festa com várias manifestações culturais, religiosas e além de tudo reúne cerca de 10 mil pessoas entre pedeserrenses e pessoasde todo o Estado da Bahia, e quem sabe de outros estados do brasilA páscoa no contexto religioso, é uma festa cristã que celebra a ressurreição de Jesus Cristo, no entanto em Pé de Serra é realizada a procissão de subida ao cruzeiro que fica na Serra do Leão na Sexta-Feira Santa. Nesse período acontece uma Missa na Igreja Matriz, onde fiéis lotam a Igreja de Bom Jesus para professar a sua fé.Durante toda sexta-feira várias pessoas da cidade e visitantes, sobem em direção ao Cruzeiro (uma cruz na Serra do Leão) para pagar promessas, fazer oração ou então contemplar as belezas naturais do município, onde de cima da serra tem - se uma visão maravilhosa de toda a cidade.O Clube da Natureza Pedeserrense (CCNP), ONG de proteção ao meio ambiente, faz um trabalho de educação ambiental e organização sa área de subida na Serra, e controla o fluxo de pessoas durante a sexta - feira.No sábado de Aleluia é realizada a Lavagem de Judas, que se estima ter aproximadamente 100 anos de história, e que esse ano será animada pela Orquestra Muvuca, onde o cortejo reúne aproximadamente 7.000 pessoas no trajeto de aproximadamente duas horas com as irreverentes caretas, fantasias diversificadas e como o Bloco das Piriguetes. Chegando a noite é chegado o momento da despedida do Judas com a leitura de seu Testamento feito em Literatura de Cordel, onde faz - se brincadeiras com os moradores da cidade, onde os bens pertencentes à Judas são distribuídos em formato de humor. Logo em seguida a queima do boneco de Judas, que sempre é mérito da família do Saudoso Antonio Fogueteiro, demonstrando a sua arte e paixão pela festa, o que atrai a atenção de todas as pessoas presentes no evento. Em 2013 a Rádio Câmara dos Deputados, realizou uma pesquisa e descobriu que no Brasil a Pascoa de Pé de Serra é a festa mais importante para a data, e entrevistou Rildo Rios. Segue o link da entrevista: http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/radio/materias/FEIJOADA-COMPLETA/438779-BRASIL-DE-PONTA-A-PONTA-A-TRADICIONAL-FESTA-DA-QUEIMA-DE-JUDAS-DA-CIDADE-BAIANA-DE-PE-DE-SERRA---BLOCO-4.htmlPra fechar com chave de ouro, esse ano será realizada a festa dançante Palco Tony Magno,e que nesse ano teremos a musicalidade da Banda Chicana, além de Galeguino SPA, Farra e Sofrência.

Por Rildo Rios

terça-feira, 4 de abril de 2017

Brejo e Bebedouro: Uma possível solução

Foto Robson Silva

É muito importante uma cidade resgatar e preservar a sua história, como o caso polêmico em torno do Brejo e do Bebedouro que fica na área da Serra do Leão em Pé de Serra. Muitos projetos já foram pensados – como o exemplo do “Projeto Pé Verde”, idealizado pelo nativista ambiental Robson Rodrigues do Club


e dos Contempladores da Natureza Pedeserrense.
O assunto é de interesse público, e requer uma discussão muito ampla para se chegar a um caminho que vise em primeiro lugar regularizar a área, para assim se pensar em intervenção de um projeto que tenha o objetivo de tornar toda a área em um espaço de resgate, preservação e atividades de lazer, cultura e entretenimento para a população. Vale ressaltar que é um processo trabalhoso e que requer em especial vontade política para dar o primeiro passo da resolução dos vários problemas que surgem com o abandono do lugar onde historicamente surgiu o município de Pé de Serra.
Brejo atualmente. Foto: Robson Silva
Uma sugestão possível, seria um estudo topográfico da área, e a elaboração de plantas arquitetônicas de situação e de localização, para assim identificar os terrenos com proprietários e negociar através de permutas e trocas por outros terrenos que pertencem ao município, assim podem - se evitar conflitos e começar o processo de regularização. Uma audiência pública pode ser proposta para se discuti com a sociedade as sugestões e as soluções possíveis de serem aplicadas para implantação de um projeto de impacto ambiental, social e de preservação de toda a área que envolve a Serra do Leão.
A união do Poder Público Municipal, através do gabinete do Prefeito, Câmara de Vereadores, Procuradoria do Município, Diretoria do Meio Ambiente, CCNP (Clube dos Contempladores a natureza Pedeserrense) e demais organizações interessadas poderá encontrar quem sabe uma solução para a vários problemas que acontecem na área em questão, onde atualmente se vê degradação ambiental com baias de cavalos em torno, esgotos despejados dentro do brejo e bebedouro, além de visível entupimento dos mesmos para exploração imobiliária.
A população precisa de respostas, e ela é essencial na construção de um projeto urgente e eficaz na área em discussão, e o Poder Público Municipal já se omitiu demais para ficar inerte diante da situação atual
Rildo Rios