Rildo

sábado, 26 de setembro de 2020

A gente morre aos poucos...


 A gente vai morrendo aos poucos, é a lei natural da vida... mas é triste quando o corpo ainda vive, mas a alma, os sonhos e a esperança parecem esmorecer. No fundo, o que vai acabando conosco são as armadilhas do destino - esse às vezes é fora do controle da gente. Tem também as injustiças que nos emudece e deixa a nossa fraqueza falar mais alto. A vida é mesmo um grande mistério.

O nosso corpo responde as emoções e sentimentos, através do sistema nervoso a gente reage a medos, inseguranças e coisas inesperadas que ocorrem no nosso viver. Só sabe a gente, o egoísmo deixa muitos cegos e insensíveis para as dores alheias. Dores sem cura, que nos acompanha até os últimos dias e nos causa muita tristeza e sofrimento, ainda mais quando não merecemos sofrer por as incoerências desse nosso existir.

Caetano em sua música Cajuína. diz: "Existimos, a que será que nos destina? - pois bem qual o destino que construímos e qual aquele destino que não depende da gente? tem coisas que não temos culpa apenas pagamos um preço da insensatez alheia e carregamos o peso de não poder voltar ao tempo. Um tempo às vezes de enganos e desenganos...

Entendo que uma mentira só se acaba com a verdade, mesmo que seja verdade triste e devastadora - a mentira jamais mudará a verdade, apenas esconderá por um tempo, depois tudo cai sobre nossa cabeça.

Enquanto isso, a gente ainda respira, o corpo vive sobrevive. Mas a alma peleja e sofre em silêncio até chegar o fim. A vida é um dom, mas o saber viver é uma forma honesta e sincera de reagir as maldades humanas. Morrer é só questão te tempo, o corpo a qualquer momento ficará inerte, mas a alma do bem já pode ter adormecido desde que perdemos a confiança em nós mesmos.


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